A LUTA DOS POVOS INDÍGINAS



Líderes de comunidades das cinco regiões do país foram recebidos por parlamentares da bancada do PT na manhã desta quarta-feira (26), no Senado Federal.
O encontro ocorreu após a repressão policial ao ato indígena ocorrido na terça-feira (25) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (DF).
Durante a reunião, que tratou da pauta de luta dos povos indígenas, as lideranças reforçaram que a principal reivindicação é a retomada imediata das demarcações de terra, que estão paradas há cerca de um ano e já vinham decrescendo com o tempo. 
Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a média anual de homologações de terras caiu de 10, no governo Lula (2003-2010), para 3,6 durante o governo Dilma (2011-2015). Além disso, 348 territórios reivindicados pelas comunidades sequer entraram ainda na fila da Funai para serem submetidos a um estudo de avaliação. 
Na reunião, as lideranças também destacaram que a luta por direitos é uma constante e que as comunidades continuarão se mobilizando. “Nós não vamos recuar. O povo indígena sempre teve a resistência como uma marca, por isso nossa pauta seguirá adiante, independentemente de qual seja o governo”, disse a coordenadora da Associação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib), Sônia Guajajara. 
A articulação das comunidades junto ao Congresso nesta semana integra as atividades do Acampamento Terra Livre 2017, que ocorre na capital federal até a próxima sexta (28).

BRASIL DE FATO

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